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Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

ResumoO Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do Brasil, conforme pesquisa da Abrasel. O cartão de crédito permanece como líder no setor, mas o sistema instantâneo registra avanço relevante entre pequenos negócios e nas regiões Norte e Nordeste. A participação do Pix cresce em estabelecimentos de alimentação fora do lar.

O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Abrasel. O cartão de crédito segue líder, mas o sistema instantâneo avança entre pequenos negócios e no Norte e Nordeste.

Sebastião Quirino
Sebastião Quirino Repórter Sênior de Política Agrícola · 07 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O cartão de crédito permanece como principal meio de pagamento, mas o sistema de transferência instantânea ganhou espaço, sobretudo entre pequenos estabelecimentos, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.

Pix em bares e restaurantes: 20,5% das vendas presenciais

O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Embora a pesquisa de conjuntura da Abrasel seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a entidade inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes.

Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.

Crescimento do Pix é maior entre pequenos estabelecimentos

A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.

O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.

Pix por tipo de estabelecimento: fast food lidera

O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.

"O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes", afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

Pix por região: Norte lidera, Sul tem menor adesão

O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix em bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.

Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.

O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.

O que os dados da Abrasel indicam para o setor

A sondagem da Abrasel mostra que o Pix deixou de ser apenas uma alternativa e se consolidou como um dos principais meios de pagamento no setor de alimentação fora do lar. A letra miúda, porém, revela disparidades importantes: enquanto pequenos estabelecimentos e o Norte do país já dependem fortemente do sistema, grandes redes e o Sul ainda registram adesão mais tímida.

Para o empresário que ainda resiste ao Pix, os números servem de alerta. O dinheiro em espécie, que já foi o principal meio de pagamento no país, hoje representa menos de 9% das vendas. O cheque, por sua vez, virou item residual, com menos de 1% das transações. Quem não acompanha a digitalização corre o risco de ficar para trás.

"O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor", concluiu Solmucci.

Perguntas Frequentes

O Pix é o meio de pagamento mais usado em bares e restaurantes?

Não. O cartão de crédito lidera, com 41,5% das vendas presenciais, seguido pelo cartão de débito (25,1%). O Pix aparece em terceiro lugar, com 20,5%.

Quanto o Pix cresceu em bares e restaurantes?

O Pix passou de 16,5% das transações em 2024 para 20,5% na edição atual, um crescimento de 4 pontos percentuais.

Em quais regiões o Pix é mais usado em bares e restaurantes?

No Norte, com 29,8% das vendas, seguido pelo Nordeste, com 24,2%. No Sul, a participação é de 16,5%.

O dinheiro em espécie ainda é relevante em bares e restaurantes?

A participação do dinheiro em espécie caiu para 8,3% das vendas presenciais, abaixo de 11% em todas as regiões. O cheque responde por menos de 1% das transações.

Como o Pix se comporta em diferentes tipos de estabelecimento?

Em alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, 21%; em bares e casas noturnas, 19,9%; e em restaurantes de refeições completas, 17%.

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